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o Antissocial

eu até gosto de pessoas, só não gosto daquelas que se ofendem por qualquer coisa. @antissocialblog

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do fact check à coça do taxista

Novembro 08, 2018

al3x

Fomos inundados de repente por módulos de fact-check em muitos portais e jornais do nosso país, Polígrafo da Sapo, o Observador também têm, e provavelmente todos os jornais passarão a ter fact-checks, o que vai desvirtuar novamente a coisa e passaremos dos facts, aos cheks carecas.

Mais uma vez a noticia será eventualmente manipulada e será giro quando diferentes jornais ligados a diferentes cores políticas, começarem a fazerem noticias para fazer fact checks às noticias de outros jornais. Estaremos nós no caminho certo? Honestamente não sei, mas o caminho têm bom aspeto.

Seria ainda melhor se não tivesse ligado a mais do que uma associação de jornalistas, com trabalho pago efetivamente por quem quer ler coisas de qualidade. Eu sei que anda por aí uma angariação de fundos para algo dentro do género. Mas verdade seja dita, que para existir isenção têm de haver dinheiro que pague o trabalho de quem o faz. Por isso pensem e ajudem.

Mas não deixa de ser divertido levar o telemóvel com acesso a estas noticias e junto de franjas específicas da nossa sociedade ir de encontro às noticias. Imaginem nos taxis? Muitos deles, são verdadeiros cuspidores de noticias tendenciosas, capazes de opinar desde o pastel de bacalhau às eleições da América do Norte. Já me imagino a dizer ao taxista, olhe que de acordo com este site, essa informação não é verdadeira.

Será divertido fazer uma viagem assim, enquanto desconstruímos a opinião pública montada nas fake news. Isto enquanto ele faz ultrapassagens perigosas em perfeito estado de ira e ódio enquanto diz mal do transito caótico, mesmo quando à frente dele só tem colegas de profissão.

Na verdade se contribuir para uma viagem mais rápida, melhor. Apesar de acreditar mais na probabilidade de um linchamento. Do tipo, o gajo gritar de janela aberta, e dizer que sou condutor da uber e mesmo que não o seja, levar uma coça de porrada enquanto o taxista me sussurra nos ouvidos, se o seu site não diz que é mentira, é porque é verdade, acabando com um pontapé na cabeça. Isto acabou de se descontrolar um bocado. Se fosse no brasil poderia agora andar de arma e antecipar toda esta situação mostrando a minha uzi

Impressionante como os dois últimos parágrafos contém um conjunto de estrangeirismos que aceitamos com cada vez mais facilidade, não nos importamos de dizer fact check, mas para a minha avó, check é o que ela usa para fazer pagamentos e fact é o que veste na missa e nos casamentos. Porque é que nos deixamos influenciar assim? porque é que aceitamos o termo fake news, quando a minha avó pergunta o motivo de andar um gajo de faca nu, sempre associado ao Trump e amigos.

Deveras interessante esta onda de estrangeirismos que poderei abordar num próximo post.

 

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